20/04/2017 06:30: MEIRELLES DEFENDE RELATÓRIO DA PREVIDÊNCIA E VOLTA A CITAR PONTOS "INEGOCIÁVEIS"

20/04/2017 06:30:09 - AE NEWS

PSC: MEIRELLES DEFENDE RELATÓRIO DA PREVIDÊNCIA E VOLTA A CITAR PONTOS "INEGOCIÁVEIS"
 

São Paulo, 20/04/2017 - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu na noite de ontem o parecer apresentado pelo relator da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara, Arthur Maia (PPS-BA). Segundo ele, o texto não coloca em risco o equilíbrio das contas públicas e é normal que o Congresso faça alterações. Novamente, o ministro voltou a citar pontos que seriam inegociáveis, como a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

Em Washington, onde participa de reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI), Meirelles disse que ainda espera a aprovação da reforma para fazer os cálculos de quanto as alterações vão gerar de economia nas contas públicas. Segundo ele, o objetivo é manter mais de 70% da economia prevista originalmente para os próximos dez anos, de R$ 800 bilhões. Com o parecer apresentado hoje a economia é de 75% do original em um prazo de 10 anos e 72% em 30 anos, disse o ministro. Ainda assim, Meirelles parece ter deixado algum espaço para novas flexibilização, ao afirmar que "estamos mais ou menos no limite" de mudanças no projeto sem alterar o equilíbrio fiscal no futuro.

Mantendo o tom duro, ele disse que não há um cenário alternativo para a reforma e que a não aprovação do projeto "seria extremamente negativa". Analistas ouvidos pelo Broadcast apontam que as modificações no projeto foram além do esperado pelo mercado, mas que ainda assim a reforma significará um passo importante para o ajuste fiscal.

O relator terminou de ler o parecer no fim da noite, após a sessão na comissão ser retomada depois que o plenário votou outros projetos. Em uma errata, ele desistiu de endurecer as regras para os servidores públicos terem direito à aposentadoria integral.

Numa ofensiva para "arrendondar" o texto da reforma da Previdência antes mesmo de chegar ao Senado, integrantes da cúpula do governo realizaram uma série de investidas juntos com lideranças da Casa para não correr o risco de ver a proposta "travada", após votação na Câmara dos Deputados. Entre as iniciativas realizadas nos últimos dias esteve a coleta das principais reivindicações das bancadas do Senado, que foram tratadas diretamente pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) com o relator da proposta na Comissão Especial da Câmara, Arthur Maia (PPS-BA).

Enquanto isso, após ver derrotado o pedido de urgência para a tramitação da reforma trabalhista ontem, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a pautar o requerimento ontem e conseguiu aprová-lo, com 287 votos a favor e 144 contra. A sessão foi tumultuada e a oposição o comparou com seu antecessor Eduardo Cunha, que usava essa estratégia de colocar um assunto de seu interesse em votação repetidas vezes, até obter o resultado esperado.

Mais cedo, o líder do PMDB do Senado, Renan Calheiros (AL), e do PSD, Omar Aziz (AM), anunciaram nesta quarta-feira em plenário os nomes que os partidos irão indicar para compor a CPI da Previdência. Com a iniciativa fica aberto o caminho para a comissão iniciar os trabalhos, uma vez que só restava às duas legendas encaminharem os nomes.

Fonte: Agência Estado/Broadcast




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