20/04/2017 07:46: ABERTURA: MERCADO REAGE A IPCA-15, MAS PREVIDÊNCIA E EXTERIOR APOIAM CAUTELA ANTES DO FERIADO

20/04/2017 07:46:10 - AE NEWS

ABERTURA: MERCADO REAGE A IPCA-15, MAS PREVIDÊNCIA E EXTERIOR APOIAM CAUTELA ANTES DO FERIADO
 
Fonte: Agência Estado/Broadcast
 

São Paulo, 20/04/2017 - Nesta véspera do feriado de Tiradentes, o mercado doméstico começa os negócios se ajustando ao IPCA-15, após a aprovação do regime de urgência para a reforma trabalhista na Câmara ontem à noite por 287 votos a favor e 144 contra. A expectativa para a prévia da inflação oficial do País neste mês é de que será uma taxa superior à de 0,15% de março, mas no acumulado de 12 meses terminados em abril, o IPCA-15 deve desacelerar e pode ficar abaixo do centro da meta de inflação de 4,50%, depois de atingir 4,73% em igual período terminado em março, segundo o Projeções Broadcast. Se isso ocorrer será a primeira vez desde agosto de 2010 (4,44%) que o índice atinge essa marca. Ainda assim, um sentimento de cautela poderá permear a sessão diante da indefinição da reforma da Previdência. Ontem à noite, o governo fechou um acordo com a oposição na Câmara, que pode trazer riscos à proposta, uma vez que a primeira votação na comissão especial que discute o tema, foi transferida para 2 de maio, logo após dois protestos contra a reforma, convocados para 28 de abril e 1º de maio. O governo teme que as manifestações façam deputados da base desistir do apoio às mudanças. No plenário, o primeiro turno de votação deve ocorrer só em 15 de maio. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, procurou minimizar o impacto do acerto e disse que uma aprovação mais tarde nas duas Casas, "em agosto", não vai comprometer a reforma. Em troca do adiamento, a oposição garantiu que não vai obstruir os trabalhos na comissão. O acordo ampliou as incertezas no mercado financeiro em relação aos rumos da reforma e fez a Bovespa cair 1,17%, ao mesmo tempo em que dólar e juros passaram a subir ontem. Hoje, Meirelles participa de reuniões em Washington. Na área corporativa, a Vale divulga seu relatório de produção e a Usiminas publica seu balanço, ambos do primeiro trimestre. No exterior, as tensões na Península Coreana seguem no radar. Ontem, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse que seu país responderia de forma "devastadora" ao eventual uso de armas pela Coreia do Norte, nucleares ou não. A Europa é outra fonte de preocupação, uma vez que os franceses votarão em primeiro turno para escolher um novo presidente no domingo (23). O maior temor é uma eventual vitória de Marine Le Pen, candidata de extrema direita que defende a retirada da França da zona do euro.

IPCA-15 é destaque local - A agenda desta quinta-feira tem como destaque a divulgação da inflação medida em abril pelo Índice de Preços ao Consumidor - 15 (IPCA-15), prévia da inflação oficial (9h00). Após alta de 0,15% em março, as estimativas do Projeções Broadcast apontam para alta de 0,16% a 0,35%, com mediana de 0,27%. A Vale divulga relatório de produção do primeiro trimestre de 2017. tem assembleia que pode eleger o primeiro representante dos acionistas minoritários em seu conselho. A empresa também realiza assembleia que pode eleger o primeiro representante dos acionistas minoritários em seu conselho (11h00). O Banco Central faz leilão de até 16 mil contratos de swap cambial tradicional para rolagem dos vencimentos de maio (11h30).

Dados dos EUA e reunião do FMI no foco - No cenário internacional, serão divulgados hoje os pedidos de auxílio-desemprego (9h30). O índice de atividade do Fed da Filadélfia (9h30) e o índice de indicadores antecedentes do Conference Board (11h00), todos nos Estados Unidos. Na zona do euro sai o índice de confiança do consumidor (11h00). São esperados também os discursos dos dirigentes do Banco Mundial e do FMI.

Ibope mostra Lula com maior eleitorado para eleições 2018 - Luiz Inácio Lula da Silva tem o maior eleitorado cativo entre possíveis candidatos a presidente. Segundo pesquisa inédita do Ibope, publicada aqui com exclusividade, 19% votariam “com certeza” nele e em mais ninguém - além de outros 11% que dizem que votariam com certeza não só nele, mas em outros também. Para comparar, o segundo maior eleitorado exclusivo é o do ex-ministro do Supremo Joaquim Barbosa: 4%, um quarto do de Lula. Considerando-se os que votariam com certeza e quem poderia votar em cada nome testado pelo Ibope, Lula chega a 47%; Marina Silva (Rede) tem 33%; José Serra (PSDB), 25%; Joaquim Barbosa, 24%; Geraldo Alckmin e Aécio Neves, 22% cada; Ciro Gomes (PDT), 18%; Jair Bolsonaro (PSC), 17%; e João Doria (PSDB), 16%. Mas Doria, Bolsonaro e Joaquim são desconhecidos para 40% ou mais do eleitorado e, por isso, sofrem menos com a rejeição.

IPC-Fipe acelera 0,43% na 2ª quadrissemana de abril - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,43% na segunda quadrissemana de abril, ganhando força em relação ao aumento de 0,31% observado na primeira quadrissemana do mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

EXTERIOR COM FÔLEGO MODERADO

Sinal positivo prevalece na Europa e NY - A maioria das bolsas europeias avança nesta quinta-feira, ajudada por notícias corporativas e com o avanço do petróleo. O movimento, no entanto, é bem moderado e algumas praças estão em baixa, como Londres, em meio à cautela com as eleições na França e preocupações geopolíticas, que colocam os Estados Unidos e a Coreia do Norte no foco. Os futuros de Nova York mostram sinal de alta após as bolsas terem fechado em queda ontem em Wall Street. Às 7h18, o Dow Jones futuro subia 0,20%, o S&P500 futuro tinha alta de 0,29% e o Nasdaq futuro subia 0,32%. O índice FTSE recuava 0,15% em Londres, enquanto em Paris e Frankfurt os índices CAC e DAX subiam 0,83% e 0,16%, respectivamente. O euro avançava a US$ 1,0774, de US$ 1,0757 no fim da tarde de ontem.

Busca por ações baratas favorece algumas bolsas asiáticas - As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com algumas favorecidas pela busca dos investidores por ações que baratearam nos últimos pregões e outras ainda pressionadas pelo clima de cautela inspirado pelas recentes tensões entre EUA e Coreia do Norte e a aproximação da eleição presidencial francesa. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,97%. Já o Xangai Composto teve alta de 0,04%. Já o Shenzhen Composto caiu 0,19%. Em Seul, o sul-coreano Kospi avançou 0,50%. No Japão, o Nikkei teve baixa de 0,01%. Na Oceania, a bolsa da Austrália avançou 0,3%. Às 7h15, o dólar subia a 109,07 ienes, ante 108,85 ienes no fim da tarde de ontem.

Petróleo opera em alta, após notícia sobre extensão de cortes da Opep - Os futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, após o ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falid, dizer que a Opep fechou um acordo preliminar para estender seus cortes na produção além do primeiro semestre. Segundo Falid, porém, a extensão não durará necessariamente outros seis meses e o acordo não foi ratificado por todos os integrantes da Opep. Pelo pacto atual, anunciado em novembro, a Opep vem buscando reduzir sua produção em cerca de 1,2 milhão de barris por dia ao longo do primeiro semestre do ano. Na sessão de ontem, os preços do petróleo despencaram mais de 3,5%, após dados mostrarem que a produção dos EUA atingiu o maior nível em 20 meses. Às 7h15, o Brent para junho subia 0,69% na ICE, a US$ 54,14 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês avançava 0,71% na Nymex, a US$ 51,21 por barril.

Exportações do Japão avançam mais que o esperado - As exportações do Japão avançaram 12% em março, na comparação anual, para 7,229 trilhões de ienes, com a demanda no exterior compensando o consumo doméstico modesto para impulsionar a recuperação econômica do país. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta menor, de 6,9%. O dado do Ministério das Finanças representa o quarto avanço mensal seguido do indicador. As exportações para o restante da Ásia avançaram 16,3%, impulsionadas pela demanda da China por partes de automóveis. O superávit comercial do Japão com os EUA diminuiu 8,1% na comparação anual, para 628,1 bilhão de ienes, após uma alta de 1,5% no mês anterior. As importações dos EUA aumentaram 16,3% em valor, para 725,0 bilhões de ienes.




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