20/04/2017 08:33: FEBRABAN: SETOR ESTÁ PREPARADO PARA FINANCIAR RETOMADA ECONÔMICA DESTE ANO

20/04/2017 08:33:35 - AE NEWS

FEBRABAN/PORTUGAL: SETOR ESTÁ PREPARADO PARA FINANCIAR RETOMADA ECONÔMICA DESTE ANO
 

Lisboa, 20/04/2017 - O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, enfatizou há pouco, durante seminário realizado em Lisboa, que o setor financeiro está preparado para financiar a retomada econômica do Brasil prevista para começar este ano. Nos últimos anos, o País passou pela pior recessão econômica de sua história. "O Sistema Financeiro Nacional é sólido e bem capitalizado", disse.

Durante o evento voltado para o setor jurídico, Portugal, que foi reeleito no final do mês passado para a presidência da entidade, avaliou que a supervisão no Brasil é bastante proativa e se beneficia de informações detalhadas das empresas do setor. "O Banco Central tem um manancial de informação muito grande." Ele destacou, por exemplo, que o SFN possui uma taxa média de 17% dos ativos totais ponderados pelo risco, quando a exigência de Basileia será de 10,5% a partir apenas de 2019. Além disso, citou que o sistema é muito líquido e que as provisões para os empréstimos não pagos representam mais de 60% do total. "Então, é um colchão bastante grande", considerou.

O presidente da Febraban disse também que a experiência brasileira com a regulação da economia no setor financeiro tem tido altos e baixos. Ele lembrou que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reconheceu avanços no País, mas ao mesmo tempo apontou deficiências. Uma delas foi a de que o Brasil precisa de mais autonomia e menos interferência política nas agências reguladoras e uso mais sistemáticos das ferramentas regulatórias. "No setor bancário, experiência é de sucesso. Temos uma boa regulação e supervisão bancária. O Brasil sempre foi mais exigente do que o referido pelos padrões internacionais", comparou.

20/04/2017 08:40:43 - AE NEWS

FEBRABAN/PORTUGAL: TEMOS ASSISTIDO ONDAS DE REGULAÇÃO E DESREGULAÇÃO INTERNACIONAL
 

Lisboa, 20/04/2017 - O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Murilo Portugal, salientou há pouco que o mundo tem assistido a ondas de regulação e desregulação internacional. "As ondas de regulação ocorrem quando há grandes crises financeiras e os governos tentam regular com base no passado, mas isso não evita novos problemas. Já a desregulamentação surge quando há choques macroeconômicos, como nos anos 70, nos Estados Unidos, com o fim do sistema de Breton Woods", citou.

Durante Seminário realizado em Lisboa, o presidente da Febraban salientou que, no caso financeiro, a regulamentação precisa ser transnacional. Ele também destacou a importância do comitê de Basileia, que criou regras mais duras depois da crise latina (Basileia I), outro pacote após a crise asiática (Basileia II) e, por fim, agora coloca em prática as regras de Basileia III, fruto da crise financeira do fim dos anos 2000.

Em sua fala, ele ressaltou que a mera desregulamentação não é uma resposta adequada à falha de regulação. "A regulação é essencial para uma economia moderna de mercado", avaliou. Ele questionou em seguida sobre o que fazer quando a mão invisível do mercado não funciona ou, ao contrário, quando está muito visível ou muito pesada. "A resposta tem sido governança dos reguladores e dos atores da economia em movimento, mas esta é uma tarefa difícil", considerou.

Portugal participou do último dia do V Seminário Luso-Brasileiro de Direito, realizado desde terça-feira, em Lisboa. O evento é promovido pela Escola de Direito de Brasília do Instituto Brasiliense de Direito Público (EDB/IDP) e pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (Fdul).




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